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Blog Toques & Dicas, seção da Revista Eletrônica Nádia Timm - eNT

28.8.06

Aprovada no Brasil a primeira e única vacina contra câncer


ANVISA aprova primeira e única vacina quadrivalente contra o câncer de colo do útero, que afeta mais de 19.000 mulheres por ano no Brasil



São Paulo, 28 de agosto de 2006 - A vacina quadrivalente contra o HPV (papilomavírus humano) tipos 6, 11, 16 e 18, internacionalmente conhecida como Gardasil, acaba de ser licenciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A vacina, que será comercializada pela Merck Sharp & Dohme (subsidiária brasileira da Merck & Co.), foi aprovada no Brasil para a prevenção de:
· câncer de colo do útero, pré-cânceres cervicais (neoplasias intra-epiteliais cervicais [CIN] 2/3 e adenocarcinoma in situ [AIS]) e pré-cânceres vulvares e vaginais (neoplasias intra-epiteliais vulvares [VIN] e vaginais [VaIN] 2/3) causados pelos tipos 16 e 18;
· verrugas genitais e lesões cervicais de baixo grau causadas pelos tipos 6, 11, 16 e 18.


Meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade, faixa etária para a qual a vacina foi aprovada no Brasil, contam com mais uma arma - além do exame de Papanicolau - contra o HPV, vírus responsável por mais de 95% dos casos de câncer de colo do útero, o terceiro tipo de câncer mais comum no país atrás apenas do câncer de pele (não melanoma) e do câncer de mama.

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o número de novos casos de câncer do colo do útero esperados para o Brasil em 2006 é de 19.260, com um risco estimado médio de 20 casos a cada 100 mil mulheres.

Os estados com maior risco são Rio Grande do Sul (30,9 casos a cada 100 mil mulheres), Amazonas (29,29), Paraná (27,52), Espírito Santo (27,3), Rio de Janeiro (26,64), Campo Grande (26,53) e Amapá (23,27).

As menores estimativas são encontradas no Acre, Rondônia, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, com risco estimado entre 8,4 e 16,37 a cada 100.000 mulheres.

Apesar de vários estados do Norte e Nordeste terem risco estimado muito baixo, o câncer de colo do útero é o que mais mata mulheres na região Norte, o segundo no Nordeste e o terceiro nas demais regiões.

Sobre a doença por HPV


Entre homens e mulheres, em todo o mundo, cerca de 630 milhões de pessoas estão infectadas por HPV. A transmissão do vírus é feita basicamente por meio de contato sexual e a maioria das infecções por HPV desaparece sem tratamento. Dentre os casos diagnosticados de câncer do colo do útero, entretanto, 99,7% estão relacionados a uma infecção que a mulher teve por HPV no passado.

Quando infectadas por determinados tipos de HPV de alto risco (como os tipos 16 e 18), se não reconhecidos e não tratados, as mulheres podem causar cânceres cervicais, vaginais e vulvares; homens podem desenvolver câncer de pênis ou ânus. Além disso, outros tipos de HPV podem levar a verrugas genitais, que acometem cerca de 32 milhões pessoas a cada ano em todo o mundo.

No mundo, o câncer de colo do útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres, sendo responsável por cerca de 471 mil casos novos e pelo óbito de aproximadamente 240 mil mulheres por ano (650 mulheres morrem diariamente em decorrência da doença).

Estima-se que mais de 50% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas pelo HPV durante suas vidas. Segundo dados da Organização Panamericana da Saúde, a América Latina e o Caribe apresentam algumas das mais altas taxas de incidência e mortalidade por câncer de colo do útero no mundo, superadas apenas pela África Oriental e Melanésia.

No Brasil, estima-se que cerca de 50% a 70% da população adulta já foi ou será infectada por algum tipo de vírus HPV durante a vida e cerca de 26 milhões de mulheres encontram-se na faixa etária para a qual a vacina é indicada (9-26 anos de idade).

De acordo com o INCA, estima-se que o câncer de colo do útero seja a terceira neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, sendo superado pelo câncer de pele (não-melanoma) e pelo câncer de mama. Além disso, calcula-se que seja a quarta causa de morte por câncer em mulheres.

Ainda de acordo com o INCA, são registrados no Brasil 19 mil novos casos e quase quatro mil mortes por ano por câncer de colo do útero. Esse é o câncer que mais mata mulheres na região Norte, o segundo no Nordeste e o terceiro nas demais regiões.

Sobre a vacina
A vacina quadrivalente contra o HPV (tipos 6, 11, 16 e 18) previne contra os tipos 16 e 18 de HPV, que correspondem a 70% dos casos de:

· Câncer de colo do útero
· CIN 3 (neoplasias intra-epiteliais cervicais ou pré-cânceres cervicais)
· AIS (adenocarcinoma in situ ou câncer de colo do útero não-invasivo)
· VIN 2 e 3 (neoplasias intra-epiteliais vulvares, conhecidas como pré-cânceres vulvares)
· VaIN 2 e 3 (neoplasias intra-epiteliais vaginais, conhecidas como pré-cânceres vaginais).


E 50% dos casos de:
· CIN 2 (neoplasias cervicais intra-epiteliais ou pré-cânceres cervicais)


Os tipos 6 e 11 são responsáveis por aproximadamente 90% dos casos de verruga genital e de lesões benignas do colo do útero. Estes quatro tipos de HPV causam aproximadamente 35% a 50% de todas as lesões cervicais, vaginais e vulvares de baixo grau (CIN 1, VIN 1 e VaIN 1).

A vacina quadrivalente contra o HPV (tipos 6, 11, 16 e 18) é administrada em três doses, sendo que após a injeção inicial a segunda e a terceira doses são administradas no segundo e sexto meses.

Sobre os estudos clínicos

A história da vacina quadrivalente contra o HPV (tipos 6, 11, 16 e 18) começou em 1996, quando a Merck deu início à fase de estudos clínicos para a produção do protótipo da vacina contra o HPV 16.

Em 2000, realizou o primeiro estudo de uma vacina contra os HPVs 6, 11, 16 e 18. Os resultados dos estudos fase III (última fase para aprovação de um medicamento) foram apresentados em outubro de 2005. Em seguida, a Merck solicitou o registro ao FDA (Food and Drug Administration), órgão de controle de alimentos e medicamentos dos EUA, e obteve a aprovação em 8 de junho deste ano. A vacina também já foi aprovada no Togo, Canadá, Austrália, México e Nova Zelândia.

A eficácia da vacina quadrivalente contra o HPV (tipos 6, 11, 16 e 18) foi avaliada em quatro estudos clínicos controlados com placebo, duplo-cegos, randômicos, fases II e III, que avaliaram 20.541 mulheres, em 33 países, com idade entre 16 e 26 anos. No Brasil, a vacina foi estudada em 15 centros e envolveu 20 investigadores e mais de 3.400 pacientes. Todas as participantes do estudo foram acompanhadas durante até cinco anos após o início das pesquisas. Esses estudos demonstraram:

· 100% de eficácia na prevenção de cânceres cervicais, pré-cânceres vulvares e vaginais relacionados com HPV 16 e 18 em mulheres que não haviam sido expostas a esses tipos de HPV;
· 95% de eficácia na prevenção de displasias cervicais de baixo grau (lesões de baixo grau) e pré-cânceres causados por HPV tipos 6, 11, 16 ou 18;
· 99% de eficácia nos casos verrugas genitais causadas por HPV tipos 6 ou 11.


Embora não possa alterar o desenvolvimento de uma infecção já presente, estes estudos também indicaram que mulheres previamente infectadas com um ou mais tipos de HPV contidos na vacina também são protegidas contra as doenças clínicas causadas pelos demais tipos combatidos pela vacina (por exemplo: uma mulher que já esteja infectada pelo HPV 16, se for vacinada, poderá obter proteção contra os tipos 6, 11 e 18).

Em todos os estudos clínicos, a vacina foi em geral bem tolerada e poucas participantes (0,1%) saíram do estudo por causa de eventos adversos (efeitos colaterais). Os efeitos colaterais mais comuns foram: dor no local da aplicação (83,9% versus 75,4% com placebo), inchaço no local da aplicação (25,4% versus 15,8%), eritema no local da aplicação (24,6% versus 18,4%), febre (10,3% versus 8,6%), e prurido no local da aplicação (3,1% versus 2,8%). A maior parte das reações no local da injeção foi informada como de intensidade leve a moderada.

Ainda estão em andamento estudos para avaliar a eficácia da vacina em homens de 16 a 26 anos de idade e mulheres de 27 a 45 anos.



O HPV nos homens

Os homens também podem ser gravemente afetados pela infecção por HPV, podendo desenvolver câncer de pênis e ânus.

No caso do câncer de colo do útero especificamente, eles desempenham um importante papel na transmissão da doença. Como a transmissão da doença caracteriza-se basicamente pelo contato sexual, o homem atua como vetor da doença.

As conseqüências da infecção acabam sendo menores para as pessoas do sexo masculino, uma vez que as verrugas características da infecção por esse tipo de vírus são mais facilmente visíveis nos homens e não nas mulheres, o que ajuda no tratamento precoce dos homens e em uma detecção tardia em mulheres que não fazem exame de prevenção periodicamente.

No caso de transmissão entre homens e mulheres, o uso de preservativos não é 100% eficaz nesses casos porque o vírus pode ficar alojado em outros locais que não o pênis (virilha, por exemplo).

25.8.06

Festival de Dança do Sesi

O Festival de Dança do Sesi (Serviço Social da Indústria) do Pará chega à décima quinta edição em 2006.

Nesta sexta-feira (25) o Sesi lança o Dança Pará com a participação de bailarinos que fizeram a história do evento e os da nova geração, a partir das 18h30, na sede da Federção das Indústrias do Estado do Pará.

O festival vai ser promovido de 2 a 6 de outubro, no Teatro do Sesi. As inscrições para mostras e oficinas começam no dia 1° de setembro, mas a participação de mais de 800 bailarinos de vários municípios paraenses e de outros Estados já está certa.

Para a edição deste ano, já estão confirmadas as participações de companhias de dança de estados como o Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Amapá e Ceará. Entre os bailarinos paraenses já confirmados estão grupos de Marabá Paragominas, Tucuruí, Ananindeua, Marituba, Barcarena, Rondon do Pará e Castanhal.

Para o evento deste ano, estão agendadas oficinas de ballet clássico, moderno e contemporâneo, sapateado, dança para a terceira idade, folclore, dança de rua, dança de salão, entre outras modalidades, com a presença de profissionais renomados nacional e internacionalmente.

'O Dança Pará já se tornou um dos principais eventos de dança do País, objetivando o aprimoramento técnico e artístico, além de contribuir com o desenvolvimento e a valorização profissional', afirma o gestor do projeto do festival, Maurício Quintairos.

Além dos prêmios das mostras competitivas, o Dança Pará 2006 também vai possibilitar momentos de reflexão aos participantes do festival durante um fórum de debate sobre 'A Dança Como Fator de Transformação Social'.

'É uma forma de contribuir para a formação completa dos profissionais da dança local, levando à discussão da dança até para fazer com que os próprios bailarinos tenham a consciência da importância do seu trabalho e possam defender uma das principais bandeiras da classe artística, o investimento', define o produtor do festival Darley Quintas.

Os trabalhadores das indústrias, o público principal do Sesi, além de poderem assistir apresentações de danças nas empresas, com a programação do Circuito de Dança que leva participantes do festivel para dar mostras do que acontece no festival, vão poder se inscrever numa categoria especial na mostra de dança de salão. Segundo o superintendente do Sesi, José Olímpio Bastos, 'é mais uma forma que o Sesi encontro de incentivar a cultura sem perder o foco de promover a melhoria da qualidade de vida do trabalhador da indústria'.

Serviço:
Inscrições para mostras de dança e competições: de 1° a 15 de setembro
Inscrições para Circuito de Dança e Workshops: de 1° até 28 de setembro
Mais informações: Fone: (91) 3276-8196 / 3276-3667 / 99660101 - Fax: (0xx91) 3276 3667. Av. Almirante Barroso, 2540 - Bairro do Marco - Belém - Pará - Brasil
Email: dancapara@yahoo.com.br

18.8.06

Brasil é condenado pela OEA

No final da noite do dia 17 de agosto de 2006, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o tribunal máximo da Organização dos Estados Americanos (OEA), condenou o Brasil pela morte violenta de Damião Ximenes Lopes, ocorrida no dia 4 de outubro de 1999, na Clínica de Repouso Guararapes, localizada no município de Sobral, interior do Ceará.

A Corte Interamericana declara em sua sentença que o Brasil violou sua obrigação geral de respeitar e garantir os direitos humanos; violou o direito à integridade pessoal de Damião e de sua família; e violou os direitos às garantias judiciais e à proteção judicial a que têm direito seus familiares.

Como medida de reparação à família de Damião Ximenes, a Corte condenou o Brasil a indenizá-los.

Nesta sentença condenatória, a Corte deixa claro que o Brasil "tem responsabilidade internacional por descumprir, neste caso, seu dever de cuidar e de prevenir a vulneração da vida e da integridade pessoal, bem como seu dever de regulamentar e fiscalizar o atendimento médico de saúde".

A Corte também conclui "que o Estado não proporcionou aos familiares de Ximenes Lopes um recurso efetivo para garantir acesso à justiça, a determinação da verdade dos fatos, a investigação, identificação, o processo e, (...), a punição dos responsáveis pela violação dos direitos às garantias judiciais e à proteção judicial".

Por unanimidade, os juizes da Corte decidiram que o Estado deverá garantir a celeridade da justiça brasileira em investigar e sancionar os responsáveis pela tortura e morte de Damião. Para Irene Ximenes, irmã de Damião, "a sentença é uma vitória para a família e para a sociedade brasileira que luta por justiça e contra a impunidade".

A condenação do Brasil pela mais alta Corte de Direitos Humanos do continente americano é sobretudo uma repreensão internacional pela sua incapacidade e falta de vontade política de enfrentar as graves e sistemáticas violações e de combater a impunidade.

Para Sandra Carvalho, diretora executiva da Justiça Global, "o Brasil agora tem a oportunidade de - na prática - demonstrar aos seus cidadãos e aos outros países membros da OEA que vai cumprir imediatamente e à risca todas as determinações da sentença, assinalando vontade política em combater as violações de direitos humanos".

O caso Damião Ximenes é também um passo importante para política pública de saúde mental no Brasil que, apesar de ter avançado nos últimos anos, ainda registra casos de violência contra pacientes psiquiátricos e ausência de mecanismos de apuração.

Com esta preocupação a Corte entendeu que o Brasil deve implementar mecanismo eficaz de recebimento e apuração de denúncias sobre violências e maus tratos cometidos contra pessoas portadoras de transtornos mentais, e medidas que busquem dar efetividade à sua obrigação legal de regulamentar e fiscalizar em caráter permanente a prestação de serviços de saúde pública com qualidade.

A Justiça Global e os familiares de Damião Ximenes assinalam a importância de se garantir medidas judiciais eficazes e céleres para averiguação e responsabilização de pessoas e instituições que tratem de forma cruel, desumana e degradante as pessoas portadoras de transtornos mentais.

A sentença tem ainda ramificações extremamente importantes na luta contra a impunidade e pela promoção e proteção dos direitos humanos no Brasil. A decisão do caso traz luz e atenção internacional para as falhas endêmicas do sistema de justiça brasileiro.

Texto reproduzido de comunicado enviado pela organização não-governamental Justiça Global (www.global.org.br).

2.8.06

Fórum Internacional Síndrome de Down

O evento irá debater sobre saúde, educação, trabalho e vida social dos portadores de Down


A Fundação Síndrome de Down de Campinas promoverá o Fórum Internacional Síndrome de Down, no Auditório BI entre os dias 18 e 21 de outubro.

A palestra de abertura será ministrada pelo escritor e psicanalista Rubem Alves que vai falar sobre “Diversidade sem adversidade: um desafio do século XXI”.

Na programação do segundo dia, a educação é o tema central. As palestras sobre a escola inclusiva contarão com a presença de educadores estrangeiros.


No período vespertino, a vida social do jovem com síndrome de Down estará no foco da discussão. Depoimentos sobre amizade, família e sexualidade complementarão o debate.

Na sexta-feira, o mundo do trabalho e o sonho da moradia independente para o Down serão tópicos abordados. No último dia, especialistas irão tratar dos aspectos genéticos, médicos e terapêuticos. Por fim, a relação da família com o Down será contemplada através de depoimentos dos pais.

No mundo, cerca de 610 milhões de pessoas têm deficiências físicas, sensoriais ou mentais.

Segundo o IBGE, 14,5% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, o que representa 24,5 milhões de pessoas. Dentro deste grupo, cerca de 300 mil nasceram com a síndrome de Down.

Quatro vezes ganhadora do Prêmio Bem Eficiente, que reconhece o trabalho das 50 melhores ongs brasileiras, a Fundação irá expor no Fórum os trabalhos feitos pelos jovens com Down.

São três oficinas mantidas pela FSDown: Diferentes Papéis Cartonaria (produção de blocos cartonados, feitos artesanalmente), Marcenaria (caixas em MDF com acabamento em marchetaria) e Pão Amado Padaria Artesanal (produção de pães sofisticados).

Fórum Internacional Síndrome de Down
18, 19, 20 e 21 de outubro

Auditório BI - Rua José Paulino, 1369, Centro, Campinas, SP

Central de Inscrições: (19) 3231-3140