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Blog Toques & Dicas, seção da Revista Eletrônica Nádia Timm - eNT

16.7.05

A linguagem dos sinos é cultura brasileira

Em Minas Gerais, o trabalho dos sineiros é uma prova da riqueza do patrimônio imaterial que se esconde em meio a igrejas e casarões tombados. Para ajudar a preservar esta tradição, o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana - Fórum das Artes 2005, promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com apoio das prefeituras das duas cidades, promove no dia 17 de julho (domingo)o encontro "Fala Sineiro".

Durante o evento, vão ser apresentadas imagens que fazem parte do Inventário Nacional de Referências Culturais feito pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em parceria com o Santa Rosa Bureau Cultural para registrar a linguagem dos sinos como Patrimônio Imaterial Brasileiro.

Participarão do encontro sineiros de cinco regiões mineiras, que vão discutir o toque e a linguagem dos sinos de cidades como Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, São João Del Rei e Diamantina.

A linguagem dos sinos é inseparável da música. Eles possuem acordes completos, de acordo com as leis da harmonia. Mas a contribuição mais importante da música para a arte dos dobrados e repiques é o ritmo. Por meio dele é que o sineiro articula o toque mensageiro dos seus companheiros constantes: a garrida (sino pequeno), o meião (sino médio) e o bronze (sino grande). Essa trindade se repete pelas torres históricas mineiras e já ditou a vida do seu povo.

Em Ouro Preto, muitos sinos têm nome e história. Os nomes são sempre bíblicos: Jerônimo (sino principal da Matriz do Pilar), Elias (sino principal da Igreja do Carmo e o maior da região), entre outros.