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7.6.05

Crisotila Brasil avalia erros de informação no filme ”Asbestos, a Slow Death” apresentado no VII FICA

O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA) incluiu na seleção de filmes concorrentes deste ano o documentário de produção francesa de média metragem “Asbestos, a Slow Death” que, entre outras distorções de informações, baseia-se em uma realidade do passado e nas experiências da Europa e Estados Unidos, que não se aplicam ao Brasil.

Diante do fato deste documentário induzir a um falso posicionamento sobre o amianto crisotila de todo o público-alvo do VII FICA, o Crisotila Brasil, que é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), criado para ser um centro de excelência, líder do conhecimento e divulgação para sociedade do uso controlado do amianto crisotila, repassa a Imprensa, informações e subsídios técnico-científicos que explicam as questões abordadas pelo documentário, que claramente se apresenta como mais uma tentativa de avanço do lobby pró-banimento do amianto no Brasil.

Além disso, o Crisotila Brasil informa que o uso do amianto no Brasil não é uma questão de saúde pública e não deve ser uma decisão política nem jurídica, mas estar baseado em informações técnico-científicas. Com o objetivo de trazer o debate para esse nível, o Crisotila Brasil fez contatos com entidades como a Escola Paulista de Medicina, a Fundacentro, a Fiocruz e a Unicamp, no sentido de viabilizar uma ampla pesquisa epidemiológica para esclarecer definitivamente quais os impactos que o emprego dos produtos com amianto em sua composição – em especial telhas e caixas d’água – têm na saúde das pessoas.

Representando, assim, interesses dos governos, trabalhadores e empresários da cadeia do amianto crisotila brasileira, e objetivando a continuidade do uso controlado do amianto crisotila, por meio de uma competente Política Nacional, o Crisotila Brasil está à disposição para oferecer todas as informações de interesse da imprensa.

Tudo que você precisa saber sobre o amianto crisotila

1. As fibras de amianto estão presentes em dois terços da crosta terrestre de todos os continentes, permeando rios e lagos.

2. Atualmente mais de 150 países fabricam, comercializam ou utilizam produtos com amianto crisotila. Mais de 90% da produção mundial do crisotila é usado na manufatura do cimento amianto, em tubulações, telhas e caixas d’água.

3. Mais de 50% das casas brasileiras são cobertas com telhas de cimento amianto.
4. No Brasil, a cadeia produtiva do amianto crisotila não oferece riscos aos trabalhadores nem ao meio ambiente porque é regulamentada por uma rígida legislação e um eficiente sistema de controle.

5. A mineração e o setor de cimento amianto possuem um acordo junto aos sindicatos, que elegem comissões de fábricas para fiscalizar os ambientes de trabalho e estabelecem limites de exposição nas fábricas vinte vezes menores do que o estabelecido na legislação brasileira. O amianto crisotila só causaria problemas a saúde se não fosse utilizado de forma controlada e responsável ocupacionalmente.

6. A SAMA, instalada no município goiano de Minaçu, é a única mineradora de amianto crisotila no mundo que tem certificação ISO 14001 – Gestão Ambiental.

7. Não existe relato na literatura médica científica de que a população em geral tenha sofrido problemas respiratórios relativos ao amianto crisotila, pois o amianto é uma fibra natural.

8. Nas discussões envolvendo amianto e saúde, deve-se enfatizar que não existe comprovação científica de que ele possa provocar doenças, a não ser que se inalado por longos períodos e elevadas concentrações, isto é, em doses significativas.

9. Quanto à saúde ocupacional, a partir dos anos 80, as possibilidades de desenvolvimento de doenças ocupacionais, relacionadas ao amianto crisotila, foram eliminadas por completo em decorrência da implementação do despoeiramento e das melhorias ocorridas nos controles das indústrias que beneficiam ou utilizam a crisotila.

10. Várias indústrias brasileiras que utilizam o amianto como matéria prima incentivam o aprofundamento de pesquisas já existentes e a realização de novos estudos sobre os impactos das fibras de amianto crisotila na saúde humana. A Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Campinas (UNICAMP) e a Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ) já manifestaram a intenção de participar do estudo. A participação da Fundacentro nas pesquisas também está sendo negociada pelo Instituto Brasileiro do Crisotila.


Sirlene Milhomem
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