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26.5.05

Festival Internacional de Cinema Ambiental

Seis anos atrás, o Estado de Goiás fez a sua avant-première no cenário internacional, com a criação do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica). O festival inaugurou uma nova era no cinema goiano, reunindo atores, diretores e produtores de filmes e vídeos ambientais de dezenas de países, abrindo as cortinas do debate das idéias para uma importante questão: a preservação do patrimônio ambiental.

Oficinas

Na sua sétima edição (31 de maio a 5 de junho, na Cidade de Goiás), o Fica apresenta algumas novidades em relação às anteriores. Uma delas é a presença das oficinas de Cenografia e Direção de Arte, com Shell Júnior, e Edição, com João Paulo Carvalho. Com isso, haverá um total de nove dessas atividades:
1 - Roteiro e Direção (com Neide Duarte)
2 - Cenografia e Direção de Arte (Shell Júnior)
3 - Edição (João Paulo Carvalho)
4 - Fotografia de Cinema (Dibb Lutfi)
5 - Formatação de Projetos e Captação de Recursos (Débora Torres)
6 - O Fica que Fica em Goiás: a Presença dos Moradores da Cidade de Goiás no Festival (Angelita Lima)
7 - Fotografia para Crianças (Lisbeth Oliveira e Ana Rita Vidica)
8 - Cineclubismo (Antenor Júnior)
9 - O Cinema e o Outro (Marcelo Barros, Ana Penido e Tânia Coimbra).

Mostras de Cinema

Há mais novidades, como a Mostra de Cinema Português (com Lauro Antônio), a Mostra Doc TV Goyaz (com João Novaes – pela TV Cultura/TBC Cultura), Mostra ABD e a Mostra do Cinema Brasileiro. A Mostra do Cinema Brasileiro exibirá filmes como: Meu Tio Matou um Cara, de Jorge Furtado; Nina, Heitor Dhalia, e Glauber – Labirinto do Brasil, de Sílvio Tendler, entre outros.

Cinema Goiás/Portugal

Neste VII Fica está prevista a assinatura de Termo de Geminação entre a cidade de Seia, na Serra da Estrela (Portugal) e a Cidade de Goiás, envolvendo dois festivais ambientais, o Fica e o CineEco. A Mostra do Cinema Português é coordenada por Lauro Antônio, que já foi jurado em três edições do Fica. O cinema português vem contribuindo de forma relevante com o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), uma vez que há 10 anos na pátria de Camões se realiza o Festival Ambiental de Seia.

Cursos

- Cinema e Literatura no Brasil, com o professor Ismail Xavier (USP)
- Cinema Documentário, com o professor Fernão Ramos (Unicamp)
- Nelson Rodrigues e o Cinema, com a professora-doutora da Universidade Federal de Goiás (UFG)
- Crítica de Teatro com Carmelinda Guimarães.

Mesas-Redondas

- Desenvolvimento, Meio Ambiente e Cultura (com Aldo Arantes – Semarh, Osmar Pires – Agência Ambiental), Washington Novaes, Luís Fernandes (Ministério de Ciência e Tecnologia), Altair Sales (UCG), Leandro Gonçalves (UFG)
- Cinema e Educação Ambiental (Eliana França, secretária Estadual da Educação; Pedro Vieira, professor UEG, Antônio Alves, ambientalista do Acre, e Rodrigo Santana, ambientalista de Goiás)
- Perspectivas do Cinema Brasileiro, com Orlando Sena (MinC), Luís Carlos Lacerda (Abraci) e Mário Borgneth (TV Cultura, coordenador)
- A Imagem e a Mulher, com Thaís Corral (Rede Mulher), Valéria Braga (UFG) e Vera Lúcia Cardoso (Conem).

Palestras

- Cinema, Psicanálise e Ressentimento, com Maria Rita Khel, sob coordenação de Roberto Melo
- O Cinema, o Humor e a Criança, com Ziraldo, sob coordenação de Jorge Braga e Washington Novaes
- Documentários como Intervenção: como fazer filmes que influenciam políticas públicas, com Mike Pandey, considerado um dos maiores documentarista da Índia.

Empório Sebrae

Outra atividade do VII Fica será o II Empório Sebrae/Fica de Cinema e Vídeo. Trata-se de uma abrangente mostra audiovisual que confirma a qualidade e a diversidade das produções em áudio e vídeo desenvolvidas em Goiás e que resgata os valores artísticos, culturais, ambientais e históricos. A mostra tem como objetivo gerar negócios, dispor produtos, empresas e realizadores, com isso, gerar emprego e renda. O empório desponta como um grande mercado de produtos, serviços e negócios dentro do setor audiovisual de Goiás.

Homenageados

Em todas as suas edições, o festival homenageia personalidades da vida sociocultural goiana. Neste sétimo Fica, os homenageados são a cantora e folclorista Ely Camargo e o jornalista Washington Novaes, um estudioso das questões de meio ambiente. Cada um em sua área, ambos têm dado importante contribuição a Goiás. Edições anteriores prestaram homenagens a figuras como o indigenista Acary de Passos Oliveira, o escritor e jornalista Carmo Bernardes, a poetisa Cora Coralina, os cineastas José Petrillo, João Bennio e Nelson Pereira dos Santos, a musicista Belkiss Carneiro de Mendonça, as artistas plásticas Goiandira do Couto e Ana Maria Pacheco (goiana que mora em Londres), a atriz Glória Pires, a irmã Aspásia e a professora Brasilete Caiado. Na coordenação geral do evento, estiveram figuras renomadas como os cineastas João Batista de Andrade e Nelson Pereira dos Santos. Como convidados, passaram, entre outros, os atores José de Abreu, Cássia Kiss, Lucélia Santos, Stepan Nercessian, Glória Pires, Mateus Nachtergaele, Northon Nascimento e o cantor Orlando Morais.

Estímulo à arte

Em nome do cinema que defende a qualidade de vida na Terra, o festival é um palco de atrações culturais e artísticas, com estímulo à criação nas artes. Ao mesmo tempo, torna-se um importante ponto de encontro de gente interessante das artes, e ainda de áreas como meio ambiente, educação, comunicação e história, entre outras. Com isso, forma-se uma troca de conhecimentos, onde a informação é o ponto mais forte, num rico entrelaçamento com o público em geral. O estímulo à arte é uma tônica do Fica em toda a sua extensão. Cada edição do festival homenageia um artista plástico utilizando como cartaz uma de suas obras. Assim, foram homenageados Siron Franco, Antônio Poteiro, Ana Maria Pacheco, D.J.Oliveira e Roos. Esta sétima edição tem como homenageado Amaury Menezes, com a obra Vila Boa, em óleo sobre tela com dimensão de 0,90x0,70cm.

Shows

O VII Fica se diferencia dos demais por ter uma grande atração nacional não apenas no encerramento, mas já na abertura. Será o show de Almir Sater. Para fechar o evento, subirá ao palco a banda Os Paralamas do Sucesso. Pelas edições anteriores já passaram artistas como Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Jorge Benjor, entre outros.

Política consistente

Embora a ênfase seja dada ao cinema, o Fica abre espaço para a música, a dança, as artes plásticas, a literatura, o teatro, a fotografia e outras manifestações culturais. Grande número de artistas regionais (principalmente da música) se reveza em atrações, até o último dia do festival. Para o presidente da Agência Goiana de Cultura (Agepel) Nasr Chaul, coordenador geral do Fica, o festival é uma demonstração plena do que significa uma política cultural consistente implantada pelo Governo do Estado, desde o início.

Júri Oficial

André Trigueiro (jornalista Globo News), Paulo Souza Neto (secretário Agenda 21), Tereza Sá (fotógrafa – Portugal), Gaetano Capizzi (presidente do Cinema Festival Ambiental – Itália), Anselmo Pessoa (professor UFG), Jean Claude Bernadet e Rubens Machado (professores da USP). O Júri de pré-seleção é integrado por Lisa França (presidente, professora da UFG), Luiz Araújo (professor UFG), João Novaes (documentarista), Roberto Melo (psicanalista) e Soraia Viana (professora UFG e Mestre em Cinema pela Unicamp). Atuam como consultores do VII Fica o professor Lisandro Nogueira (Cinema UFG) e o jornalista Washington Novaes. A coordenação geral é do professor e presidente da Agepel Nasr Fayad Chaul.

Crescimento

Criado em 1999, como mecanismo do Governo do Estado para inserir Goiás e suas potencialidades no contexto mundial, o Fica mudou a história do cinema na região. Desde seu início, o festival vem gerando benefícios reais para o Estado, como fomentar a cultura, com a valorização da criação em diferentes áreas, especialmente o cinema, com enfoque para a defesa da vida no planeta. Movimenta a economia, reaquece o turismo na Cidade de Goiás, gera empregos diretos e indiretos, além de outros significativos ganhos.

O festival vem apresentando uma trajetória de crescimento, atestada em números. A primeira edição (1999) foi vista por cerca de 50 mil pessoas. A versão de número seis (2004) teve público estimado em 180 mil pessoas. O I Fica contou com orçamento de R$ 820 mil (100% bancados pelo Governo do Estado). A edição de número seis teve R$ 1,7 milhão, com apenas 40% do Estado. Para este 2005, a VII versão do festival apresenta orçamento de R$ 2,5 milhões.

Uma realização do Governo de Goiás, tendo à frente a Agepel, o Fica tem como patrocinadores a Lei de Incentivo à Cultura, Celg, Saneago, Brasil Telecom, Tractbel Energia, Petrobrás e Biapó. Conta com o apoio de: Programa Produzir, Sebrae, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Agecom, Prefeitura de Goiás, Pinuma, Quanta, Agência Ambiental, Goiás Fomento e Iphan.