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Blog Toques & Dicas, seção da Revista Eletrônica Nádia Timm - eNT

27.3.05

Mulher e Trabalho

Goiânia recebe, de 5 a 7 de maio, o 1º Congresso Internacional sobre Mulher, Gênero e Relações de Trabalho. O evento reunirá, no Castro's Park Hotel, acadêmicos, juristas e representantes de organizações de defesa dos direitos dos trabalhadores, em especial das mulheres.

Entre os nomes confirmados estão Armand Pereira, diretor da Oficina da Organização Internacional do Trabalho; Nilcéia Freire, secretária especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e presidenta da Comissão Interamericana de Mulheres (CIM) da Organização dos Estados Americanos (OEA), e Jorge Leite, professor de Dreito do Trabalho da Universidade de Coimbra, Portugal.


Apesar de ser signatário de várias resoluções da Organização das Nações Unidas que ordenam a busca pela igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, o Brasil ainda está longe de ser igualitário. As mulheres representam 41% da população economicamente ativa. Destas, apenas 41% possuem carteira de trabalho assinada, percentual bem menor que o dos homens, de 58%.

Outro dado revela a desigualdade: o rendimento médio das mulheres empregadas é 35% inferior ao dos homens. Além disso, quanto mais alto for um salário, menos mulheres o receberão. Das pessoas que recebem entre 3 e 15 salários mínimos, 30% são mulheres. Quando a faixa salarial é de 15 a 20 salários mínimos, o percentual cai para 27%. E quando se analisa quem ganha mais de 30 salários, o índice cai bastante: vai para 18%. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o relatório “A Hora da Igualdade no Trabalho”, da OIT, apesar de terem, em geral, mais escolaridade do que os homens, “as mulheres recebem em média 66% do que recebem os homens, os negros 50% do que recebem os brancos e as mulheres negras apenas 32% do que recebem os homens brancos”.

O 1º Congresso Internacional sobre Mulher, Gênero e Relações de Trabalho é organizado pelo Instituto Goiano do Trabalho (IGT) e pelo Ministério Público do Trabalho. O objetivo é sensibilizar o público em relação às “questões de gênero, de violência doméstica e sexual praticada contra as mulheres nos diversos aspectos da realidade”. Também se pretende discutir “os princípios constitucionais e a efetividade das leis vigentes na proteção da discriminação de gênero e promoção da igualdade de oportunidade no trabalho”.

As atividades terão início sempre a partir das 9 horas, indo até as 18h30, com exceção do primeiro dia, quando a entrega de credenciais começa às 8h. A inscrição pode ser feita até o início do evento. O preço varia de acordo com a ocupação do participante. Para estudantes de graduação, a participação até 30 de abril custa R$ 86. Após essa data, o valor sobe para R$ 103.

Os associados do Instituto Goiano do Trabalho pagam, respectivamente, R$ 216 e R$ 259. Quem for associado há mais de um ano tem desconto: paga R$ 115 até 30 de abril e R$ 138, após. Membros do Ministério Público da União pagam R$ 216 ou R$ 259. Os servidores da instituição pagam o mesmo que os sócios mais antigos do IGT. Quem cursa pós-graduação deve desembolsar R$ 316 ou R$ 379. Para os demais interessados, o custo é de R$ 432 ou R$ 518.

Mais informações sobre inscrições podem ser obtidas pelo telefone (62) 215-2076 ou pelo correio eletrônico igt@terra.com.br.