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Blog Toques & Dicas, seção da Revista Eletrônica Nádia Timm - eNT

7.11.04

Arte contemporânea britânica e brasileira, no MAC de Niterói

STILL LIFE / NATUREZA-MORTA


O British Council e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói apresentam as exposições Still Life e Natureza-Morta, com novas abordagens de um dos mais tradicionais gêneros da história da arte ocidental por artistas britânicos e brasileiros.

A natureza-morta é um dos gêneros mais conhecidos da história da arte ocidental e ao mesmo tempo um dos mais banalizados. O conceito de natureza-morta tem muitas implicações culturais e sócio-históricas, que são explorados nesta mostra, de acordo com suas subdivisões e enfoques culturais.

Sob a curadoria de Ann Gallagher, do British Council de Londres, e de Kátia Canton, do Museu de Arte Contemporânea da USP, as exposições serão apresentadas no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, de 21 de novembro de 2004 a 27 de fevereiro de 2005. Na véspera, dia 20, durante a abertura para convidados, as duas curadoras darão uma palestra ao lado do artista britânico Roger Hiorns e do brasileiro Luis Zerbini.



STILL LIFE



Still Life lança um olhar amplo sobre os muitos temas e idéias implícitos no assunto natureza-morta e reúne obras de vários artistas contemporâneos britânicos, muitas pertencentes ao acervo do British Council, apresentando um panorama exuberante através de diversos meios expressivos - pintura, gravura, desenho, instalação, vídeo, fotografia, escultura. As gerações apresentadas incluem desde jovens artistas até personalidades como Patrick Caulfield.

Como a própria natureza-morta, a exposição não aspira ser vista como mostra estática ou aula hermeticamente fechada sobre o objeto. Ela foi concebida pelo British Council com a intenção de oferecer uma proposta aberta a cada país em que é apresentada. O objetivo é estruturá-la como uma mostra conjunta, ao lado ou integrada à produção de artistas locais possibilitando discussões e investigações.

Os artistas britânicos que participam da Still Life não se consideram praticantes contemporâneos da natureza-morta, mas guardam em comum uma conexão com as premissas básicas desse gênero. Para alguns, o que fascina é a relevância contemporânea de seu arranjo formal e suas justaposições; para outros, seus temas e simbolismos ultrapassados oferecem recurso útil para pesquisa pessoal. Para muitos, o status de objeto do cotidiano ou de material comum continua sendo objeto de observação e investigação, deslocamento ou interação.

As 35 obras da exposição procuram investigar as diversas imagens tradicionais de natureza-morta e abarcam uma diversidade de estilos e buscas estéticas que surgiram na Grã-Bretanha nos últimos anos, que vão desde trabalhos realizados com os meios mais tradicionais, como as pinturas de Patrick Caulfield e do grupo Bank, até os labirintos escultóricos de Mike Nelson. Suas composições e objetos representam a evolução do gênero, apresentando uma visão contemporânea.

Os artistas britânicos participantes da Still Life são: Anna Barribal, Anne Katrine Dolven, Christina Mackie, Emma Kay, Gary Webb, Grupo Bank (Simon Bedwell, John Russell, Milly Thompson), Jane Simpson, John Riddy, Martin Boyce, Mike Nelson, Nigel Cooke, Patrick Caulfield, Rebecca Warren, Richard Wentworth, Roger Hiorns, Simon Starling e Wood and Harrison.



NATUREZA-MORTA



A mostra Natureza-Morta une 33 artistas brasileiros contemporâneos que recuperam a natureza-morta de múltiplas formas, utilizando o gênero em seus diversos aspectos e reúnem 40 obras às dos artistas britânicos em torno dos seguintes módulos: recipientes, comida, flores e morte.

A reunião de uma amostragem de obras enfocando o conceito dos objetos ao alcance da mão incita a discussão sobre o modo como nos apropriamos desses objetos, de suas vidas e de suas mortes, de suas possibilidades de serem combinados, manipulados, silenciados e imobilizados, de aludirem a tempos e espaços da memória. A aparente banalidade da natureza-morta como gênero é justamente o que lhe dá um caráter ontológico. O jogo realizado pelos artistas a partir do uso de objetos cotidianos, confere à natureza-morta uma potência transformadora. A natureza-morta se torna coringa para mesclar-se às mais densas questões que tangenciam a existência humana.

Os artistas brasileiros presentes na exposição Natureza-Morta são: Alex Flemming, Antonio Henrique Amaral, Beatriz Milhazes, Beth Moyses, Cristina Rogozinski, Elias Muradi, Ernesto Netto, Fátima Nader, Flávia Ribeiro, Geórgia Kyriakakis, Guto Lacaz, Iran do Espírito Santo, Jac Leirner, Júlio Schmidt, Laura Vinci, Leda Catunda, Luiz Zerbini, Marcia Xavier, Nina Moraes, Nina Moraes, Paulo Buenoz, Paulo Climachauska, Pazé, Regina Carmona, Regina Silveira, Regina Vater, Sandra Tucci, Shirley Paes Leme, Silvia Mecozzi, Valeska Soares e Vicente de Mello.

Exposição Still Life/Natureza-Morta

Abertura: 20 de novembro de 2004 (sábado), às 16 horas - Palestra com as curadoras Ann Gallagher e Kátia Canton e com os artistas Roger Hiorns e Luis Zerbini; às 18 horas - coquetel de abertura

Visitação: 21 de novembro de 2004 a 27 de fevereiro de 2005

Horário: de terça a domingo, das 11 às 18 horas.

Horário de verão: de terça a domingo, das 11 às 19 horas.

(a bilheteria fecha 15 minutos antes das salas de exposição)

Ingresso: R$4,00; estudantes com carteira e adultos acima de 60 anos: R$2,00; crianças até 7 anos: grátis; aos sábados a entrada é franca.



Museu de Arte Contemporânea de Niterói

Mirante da Boa Viagem, s/n.º, Boa Viagem, Niterói, RJ, tel.: (21) 2620-2400

www.macniteroi.com